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11 dezembro 2009

Medo de Deus

Foram só alguns sonhos não realizados, na verdade, acovardados pelo despertador, aí eu acordei. Tal despertador não era de ferro, três ponteiros, alguns números grafados e não atirava sons pausados no ar, mas feito de imagens, várias delas, correndo uma sobre as outras num extenso senso memorial, e meus olhos quase vivos. Conversei com alguém pelo telefone sobre algumas coisas que quero fazer no ano novo. E pensei muito sobre tudo.

Ando temendo o mundo, evitando de uma forma inaceitável as pessoas que por perto querem estar de mim. Mas contraditoriamente me vem a pergunta: ‘quem está querendo ficar perto de mim?’. Resposta: ninguém. Dependendo da forma de interpretação, minha mãe e meu vizinho querem. Querem me levar à igreja, dizem que me faria bem se eu desabafasse com Cristo e com Ele, mas até mesmo de Deus tenho sentido medo, aí eu confesso, é Dele o maior medo que sinto. Não sei explicar a causa exata desse temor, se quer de uma forma concreta, mas um Homem que, teoricamente, pode definir quase tudo na minha vida e inclusive sobre o destino da minha partida, no mínimo merece tal respeito – existem duas espécies de respeito: o respeito por medo e o respeito por respeito, e está bem claro qual desses é o tipo de respeito que tenho por Deus. E essa oscilação entre tudo que falo me enjoa, numa hora digo com certeza, e enquanto me defendo me vêm tantas perguntas que paro e faço mais uma, ‘será que é isso mesmo que eu quero?’ e isso me deixa sem sentido algum, sem abrigo, só um grande e chato vazio. Queria gritar bem alto, mas também calado, só me bastava que alguém escutasse. É só mais um pedido de socorro não convencido que faço em mais uma noite que não durmo.

Preciso de algum lugar onde me seja possível o conforto, onde eu não precisasse sobreviver de mentiras ou amadores em atuação, mas isso é uma utopia. No momento, o único lugar onde parte desse meu desejo é possível é na minha cama, longe das pessoas, longe dos amigos, longe da minha família, é onde eu posso encenar o meu mundinho medíocre feito de cigarros, bebidas fortes e algumas tralhas de livros que nunca termino de ler. E, a minha mais recente companheira Árvore de Natal, as luzes nela me acalmam, consigo por poucas vezes, vezes bem animadoras, dormir quase tranqüilo. Não é bem uma tranqüilidade propriamente dita, mesmo assim, confortável e carinhosa o suficiente para me manter deitado. O presente foi dado a mim pela minha mãe, que no ato, disse que a minha casa precisava de mais alegria, e junto algumas notas como a necessidade de uma urgente limpeza sobre os móveis, de fazer a cama, comprar coisas saudáveis para pôr na geladeira e mais. O que ando comendo, isso é outra coisa que me intriga. Quando volto do trabalho a primeira coisa que faço é pegar uma cerveja na geladeira e preparar uma omelete e comer com arroz. Trabalho numa cozinha; faço vários pratos com receitas lindas; entro em casa e como omelete com arroz e cerveja. Ontem estudei esse caso e cheguei à conclusão de que só não faço um jantar decente porque é meio depreciativo. E evitar essas situações é muito importante pra mim.

Eu mesmo sou a minha própria maior ameaça. O que eu posso fazer contra mim é bem pior que qualquer outro estranho pode fazer. E esse meu medo anormal de Deus, talvez seja por eu saber que ele mora em mim, que é Ele quem me controla e me faz sentir e pensar tudo isso, por saber que eu sou Deus de mim mesmo. Em fim, não sei o que digo, só queria ser escutado, vez ou outra é até bom falar sozinho, mas precisa ser em voz alta, assim Deus escuta melhor.

Que tudo em mim sobreviva, caso não, que pelo menos renasça.

PR Lima

09 dezembro 2009

Sobre ser o Paulinho.

Eu sempre me afasto das pessoas e dos amigos com o intuito de querer ficar só, e também sempre repito pra mim mesmo que me sinto melhor estando longe de todos, que isso me manteria vivo e firme, sem fraquezas no amor ou afinidade por alguém em que apostaria a decepção ou o fracasso, porque não sei manter a minha alma estável, menos ainda as minhas escolhas. Em fim, nunca fiquei. A verdade é que tenho um grande medo da solidão por não a conhecer crua e viva, ou talvez seja uma simples expectativa, a verdade, outra vez, é que não sei bem nada sobre mim. O que explica essas minhas atitudes, superficialmente e principalmente de forma sucinta, é o meu senso masoquista de querer testar meus limites, medir a minha capacidade e força. Se for simplificar, eu mesmo diria que só faço isso com a vontade de querer evitar a decepção das pessoas, e por isso preciso manter a distancia entre mim e elas. Nunca me decepcionei até hoje, mas sei que deve doer e que ensina muita coisa.
Por trás de um menino que diz não se importar com ninguém e até mesmo rir na cara da tristeza, existe um homem que controla a capacidade dele ainda ser um pouco de carne. Espero não deixar escapar nem um dos dois de dentro de mim por muito tempo.
Essas auto-análises de experiências emocionais me esgotam, mas é divertido se descobrir de outra forma que não se masturbando. E lá se vai o meu último cigarro.

PR Lima

14 maio 2009

Carência e Sabedoria

Loucura me liberta, me isenta de dor, amor e rancor. A dor me desperta, dos sonhos, dos desejos e daquele amor. O amor me tranqüiliza, faz-me ignorante e pétalas. O rancor me leva a loucura.
São circuncisões paralelas, são tudo que não existe, são tronos que me engrandece, objetivos e castelinhos, de mormaços aos trópicos de cânceres que em mim só consiste em leite franzino.
Eu me mutilo, física e psiquicamente, dando às minhas quimeras o sangue que escorre pelos meus segredos, lento, manto dos meus prantos. É êxtase para os meus fantasmas, aqueles que insistem em me lembrar de olhar para o penhasco. E desabo, caio, afundo, morro e inexisto.
Loucura me liberta, a dor me desperta, o rancor me alucina e o amor me resguarda de ser pior a cada dia.
Os dias são, pessoalmente, insuportáveis. Calo mas não saro, sopro e não vazo. Ponteiro parado, o suor dançando, reluz incidente clarão que se quer percebi despertar.
Ando, levado por um vicio: a loucura me fascina.


PR

27 abril 2009

DIREITOS AUTORAIS →

"Sem querer ser chato, mas já sendo..."

Eu nunca me importei tanto em ver meus textos daqui do blog e de outros sites circulando por aí, mesmo, até eu descobrir por coincidência que um "FDP" andou copiando alguns dos meus textos e modificando o título E O NOME DO AUTOR! Aí ultrapassou os limites. Coisas assim me deixam louco – falar num português bem claro: eu fiquei PUTO demais com isso, no mínimo merecia meus créditos. Não é?
Então, ess
a 'postagem' é pra você Senhor Plagiador:
O termo de leitura ao lado indicado com a graça de "Direitos Autorais", dita a lei sobre a autoria e a posse em virtude às obras tangíveis e/ou intangíveis PRODUZIDAS, editadas e publicadas POR MIM neste blog. A violação desta resultará no encerramento da sua conta onde o material foi plagiado, e se eu estiver de bom humor, convenientemente sugiro que reze para que não, eu mesmo me darei o trabalho de lhe causar uma grande dor de cabeça. Pronto! Ameaça dada. E se quiser copiar, copie, mas evite a modificação do título, corpo e principalmente o nome do autor, caso não saiba é PR Lima, e só.

Grato.

Usei essa fonte só pra parecer mesmo uma carta, faz um charme tão legal.

24 abril 2009

Uma breve autobiografia

A Vida Amorosa

Recentemente terminei um relacionamento que quase, por outro caso que não este, acabaria em casamento. Lamento muito por não ter dado certo, lamento mais ainda por eu ter sido tão defeituoso e tão, sobre tudo, humano.
Temo muito antes de conhecer alguém que eu não satisfaça os requisitos básicos para o cargo de um Bom Namorado, mas eu tento ser absurdamente eu mesmo, porém, pelo contrário, ao meu último companheiro fui tudo que não sou, tudo que eu não queria. Eu gastei tempo demais tentando me moldar para agradar (com medo de perdê-lo) as perspectivas esperadas por ele: alguém que não fuma, que tenha uma estrutura rígida e postura madura, alguém que não beba muito nos finais de semana, que não ande com ‘supostos’ amigos que me ofertam diversão além do permitido segundo a escritura sagrada. Por ventura dele, o então em questão Ex, eu intolerantemente fui fiel, incompreensivamente dedicado, romântico à La século XIX, e mais, fui carinhoso e digamos que criativo nas horas de laser a dois. Mas acabou. Pena.
Segundo a astrologia chinesa, sou do signo de dragão do elemento terra, onde diz que meu temperamento é excessivo, ou seja, que em tudo que se pode sentir, em mim a potência desse sentimento é elevada. Sou um tipo, modéstia, de amante extremamente escroto, paparico, dedico poemas e MPB, faço cafuné até dormir, acordo na madrugada pra abraçar enquanto dorme e lá se vão as “melequeiras”. Em fim, sou uma boa pessoa, apesar dos meus inúmeros defeitos, e pergunto: o que seria de nós, humanos, sem os nossos defeitos? Querubins? Não, seriamos insuportáveis. Por tanto, quando eu disse no início deste texto que “lamento mais ainda por eu ter sido tão defeituoso e tão, sobre tudo, humano.” causei pleonasmo, quando “ser humano” e “ser defeituoso” são a mesma coisa.
Tento me relacionar com pessoas novas, mas não consigo, bem que tento. Hoje vi uma formiga agonizando numa teia de aranha, fiquei indagando se ela realmente quisesse sair de lá, porque eu imagino que ela ainda seria capaz de distinguir duas coisas: permanecer na teia e servir-se à aranha por saber que não teria mais jeito; continuar alimentando sua incansável esperança de escapar do casebre da predadora. Por dois ou três instantes, vi a formiga imóvel, ou pelo cansaço ou pela desistência ou mais ainda por um fingimento fútil de taquicardia, a aranha se aproximou e, acho que ela analisou, e também parou. O fim da formiguinha você já deve fazer idéia. Tento todos os dias me livrar de uma teia que o meu ex içou ao meu redor, onde quer que eu vá, eu me lembro do cheirinho do suor dele, onde quer que eu pare, tem alguma marca que deixei – uma vez disse que iríamos encher o mundo com as nossas iniciais, quase consegui, marquei “P & G” no banco do ponto do ônibus, na árvore onde ele me beijou pela primeira vez, no concreto fresco frente a pizzaria onde comemoramos o nosso aniversário de alguns meses, e também na qual onde vandalizei “P & G ∞(infinito)” com um rabisco numa parte da parede da pizzaria onde não podia rabiscar, e outros lugares mais. Mas não dá, ele continua me conquistando sempre que vejo uma fotografia com um sorrisão dele, ele continua me intimidando com a sua voz forte quanto trovão, continua me causando febre quando me toca. Continuo na teia dele.
Por fim, eu ainda amo, por mais que não queira, porque amar é sinônimo de dor e sofrimento tardio, e eu tenho uma estranha filia por sofrimento amoroso, amar é como andar em uma corda banda: você sabe que ou chegará ao outro lado a salvo, ou cairá num fundo de um prolongado frio-de-barriga.
Amar, lindo e tosto.

PR


Visitem o meu Recanto: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/prlima o/

19 abril 2009

Dois em um

resolvi publicar duas postagens de uma só vez. :) já que eu sei que ninguém vai fazer questão de ler tanto. resolvi postar duas em uma, para facilitar a leitura de quem lê e se dá o trabalho de comentar, e para estes, obrigado pela paciência e pela fidelidade. :*
Em Paralelo

Como se diz na matemática, dois segmentos em paralelo jamais se encontram. As mentes humanas são vários segmentos em paralelo.

[argumento um] – às 00h12min AM (quinta-feira, 16 de abril)
Eu acredito numa vida corroída, onde planos são apenas cartas Tarot viradas sobre uma mesa: podem ou não vir a tona. Onde seguir sempre seus próprios princípios, somente, é acreditar que a terra ainda é plana: sem ter uma mente aberta, você acaba pensando que caiu num abismo ao desrespeitar-los. A vida não é só uma, são várias, logo, também, são várias doutrinas e várias regras, acreditar que elas sempre vão reagir de acordo com as suas lógicas e girar sempre em torno de uma única crença é ignorância, é querer ser só – sempre uma regra vai contrariar a outra, sempre um princípio vai anular uma ordem, porque não aceitar várias idéias e deixar por vezes a própria para entender outro preceito? É preciso sempre algo Novo para girar.

[argumento dois] – às 04h54min AM
Em algumas espécies que ocorre entre os anfíbios, existem os machos que podem mudar de sexo durante todo o seu ciclo vital para manter a geração de sua espécie.
Antes de receber quaisquer classificações, todo corpo constituído de cromossomos, células e outras coisas mais, é descendente de uma só origem. Então o que pode garantir que tudo que vemos sobre a terra e precocemente determinamos como normais ou anormais, de fato é o que julgamos? Não existem características fixas para algo ser classificado como anormal ou normal. Normal é contrariar, sobre tudo, normal é ser anormal. Quem vive de acordo com a sua anormalidade, loucura pode-se dizer, e usufrui do respeito pela loucura dos outros é quem é vivo de verdade. Loucura é um dom que para poucos nessa vida foi concebido. São coisas que devem ser priorizadas na vida. Além do mais, o que importa na vida mesmo é a procriação, pois o que difere uma espécie de outra, é o que ela gera: alegria, amor, rancor, etc. É só o que vai importar no final.

[argumento três] – às 13h27min PM
Em relação ao amor, do qual não me canso em discursar, tomei em conta de que acredito nas formas em que ele pode se manifestar, tais como no ardor do ódio, no doce enjoativo do rancor, na clareira decepção e nos sons da solidão. Ao longo de alguns meses que se resumem em alguns instantes, aprendi que o amor verdadeiro nunca se esgota, apenas insensibiliza. Pode ser despertado com o murmuro de um grilo.

[argumento quatro] – às 3h19min PM (sexta-feira, 18 de abril)
Sobre uma pequena felicidade que inchou nos meus lábios.
Porque sempre esta ‘felicidade’ resolve despertar em mim logo quando estou à beira de me adaptar com um estado insuficiente?
É ridículo, mas sou como uma mulher gorda: come tudo que vê pela frente apenas com o impulso de satisfazer a falta de algo que ela desconhece, ou se é apenas uma compulsão, já eu, inconscientemente procuro algo que satisfaça a minha necessidade de felicidade diária. A mulher gorda só vai emagrecer quando descobrir o que pode dar tanto prazer em si quanto comer, e se caso exista a falta de algo, o que poderia recompensar essa carência. Quanto a mim, acho que só vou aprender a ter controle quando, assim como a gorda, ter consciência do quanto o excesso de felicidade na minha vida causa conflitos emocionais. Eu já sou feliz, não preciso de mais felicidade na minha vida. Assim como tanta coisa na vida a felicidade em excesso também pode ser nociva, ela pode anestesiar outros sentidos que nos são de extrema importância.
Felicidade e tristeza, ambas são essenciais para a vida: uma te dar prazer e conforto, a outra, te desperta e te trás de volta ao chão.

PR Lima


Saudades

Ah que saudades. Que saudades eu sinto de amar, que saudade sinto de me comportar feito criança numa cama, e como sinto falta de ser de alguém, saudade de sentir saudades. Como queria ser paquerado e como queria te encantar outra vez, meu Deus, como tudo aquilo era tão lindo.
E os intensos suspiros no dia dos namorados, aquilo tudo era muito puro e saudável, como era lindo te ver sorrindo e acompanhar a tua felicidade. Como era maravilhoso te fazer apaixonado e eu ser a causa dessa paixão, como era gostoso aquele cheirinho do teu cabelo, a maciez da tua pele quando tu deitavas em mim. São tantas coisas que juntos realizamos. São tantas recordações que de nossos sentimentos foram gerados.
Quando me apaixonei pela primeira vez por ti, foi quando senti uma explosão de bilhares lírios, jasmins, lavandas e margaridas florescendo dentro de mim tudo ao mesmo tempo, quando escutei o bater de asas de um beija-flor, bem lento, bem calmo e um som mudo que só os olhos podiam escutar. Como era incrível te desejar, como era uma conquista da paz te amar, contigo eu era feliz, eu era radiante, eu era bonito e inteligente, eu era grande.
Como era bom ser inocente, porque sim, somos inocentes indagações quando estamos apaixonados. Tua respiração ainda corre dentro de mim, meu amor ainda desperta quando te encontro. Ainda me torno um bobo quando escuto a tua voz. Tu ainda és o meu maior amor do mundo.
Te amo como se nunca tivesse amado antes e tivesse sede disso, sou viciado e louco por ti.

PR Lima

24 março 2009

A Dita cuja, Felicidade

Antes de tudo, à GN: Foi difícil ficar sem escutar a tua voz por hoje, e não consigo parar de me arrepender em não ter deixado a minha mão escapar até o telefone, em não ter deixado a minha voz manifestar e te dizer que eu te... – São pequenos parágrafos de um grande amor que dedico a ti, tudo que sou capaz de criar em belas palavras é por causa tua.

Penso com freqüência, desta vez, sobre felicidade, não mais sobre um sentimento estranho que teimo pronunciar em ser amor. Existem em mim vários conceitos e definições para a felicidade, uma delas é esta que irei resumir no próximo parágrafo.
Respostas não me faltam à pergunta: “felicidade?”. Uma delas diz que a felicidade é tudo que posso sentir, seja do amor à alegria – não digo "do amor ao ódio" porque sinceramente vejo poucas, ou nem uma, diferença entre eles. Existe um tiquinho de felicidade em tudo que eu sinto durante um dia, seja alegria, tristeza, solidão, angustia, etc. Veja bem, pense no quanto seria doloroso conseguir sentir nada, garanto que, por exemplo, se você não tivesse olfato e por uma sorte, do fator destino, conseguisse um tratamento que curaria a sua doença, após a alta o primeiro odor que sentiria depois de tanto tempo sem o olfato, seria um perfume maravilhoso para você. Serve também de exemplo aquela velha lenda da humanidade sendo atacada por uma estranha epidemia de cegueira branca, no final, todos alimentavam seus olhos com as ruas rujas e um “o que aconteceu aqui?” felizes da vida. Costumo dizer que me imaginar sem sentidos me faz sentir uma dormência seca e agonizante, um silêncio que, presumo eu, seria doloroso demais. Pode ser contraditória, mas ser feliz é ter em suas mãos todos os seus motivos que alimentam a tristeza e a raiva (depressão na maioria das vezes) e saber manipular-la. “Por que se fala tanto sobre a felicidade?”, “por que se têm tantas explicações para ela?”, talvez para cada um dos casos anteriores, a resposta seria: “porque para se viver a base um alimento, precisa primeiro analisar e estudar o mesmo e suas respectivas reações no seu organismo, e assim, passar a incluir-lo na sua dieta para uma vida saudável, é o mesmo com a felicidade”. Acredito que apesar dos meus problemas, eu sou feliz. Porque eu tenho uma cama e uma casa onde posso dormir e lá se vai o resto do sermão de como você tem que dar valor às coisas... Não se importe tanto com as regras da maioria, apenas corra atrás e se canse de conquistar seus objetivos, oras! É do troço chamado Ser Humano ser materialista, no mínimo que seja, ou pelo menos não enxergar os seus próprios pés sobre um chão frio e duro, muitas vezes por fraqueza. Quem sabe se é isso que impedem muitos a enxergarem melhor a própria vida e, o quanto tem coisas boas acontecendo por de trás das imensas muralhas que os problemas se tornam? Enfim, eu sou feliz, tecnicamente e teoricamente falando. Ou seja, sou feliz, mas não estou feliz. Que ironia.
Já se perguntaram por que aquelas crianças sujas de barro, barrigudas, magricelas e com aquele olhar de desespero, sabem rir com mais sinceridade e facilidade que alguém numa situação melhor (você)? Eu respondo, porque elas não sabem o que é materialismo, porque elas não possuem algum objeto valioso para exercer o materialismo e, porque elas não sabem que naquele shopping está à venda um colar de diamante para babar por cobiça. No máximo o que elas tem de mais precioso é a própria vida, mas também não se preocupam tanto com isso, por isso elas vivem tão pouco, mas morrem depois de tanto correrem e aproveitarem bastante a bolinha murcha e socada naquele terreno baldio cheio de poças de lamas de bueiro, depois de brincar tantas vezes com a mesma bonequinha careca, impossível de distinguir se é boneca ou boneco de tão surrado. Elas morrem de tanto brincar e gargalhar, crianças sempre são perfeitos exemplos de como ser feliz, não acham?

Morra de tanto viver e amar, e isso será ter sido feliz na única vida que lhe foi ofertado.

PR Lima

22 março 2009

É com o erro que se... erra!


Nós certamente aprendemos com os nossos erros, mas o que aprendemos é como cometer mais erros, mostrou uma nova pesquisa.

Essa idéia aparentemente contraditória veio de um estudo sobre o fenômeno chamado em inglês de tip of the tongue (TOT), ou “ponta da língua”, em tradução literal. O estudo foi detalhado na edição mais recente do Quarterly Journal of Experimental Psychology.
Essa idéia aparentemente contraditória veio de um estudo sobre o fenômeno chamado em inglês de tip of the tongue (TOT), ou “ponta da língua”, em tradução literal. O estudo foi detalhado na edição mais recente do Quarterly Journal of Experimental Psychology.
O estado TOT ocorre quando seu cérebro acessou a palavra correta, mas por alguma razão não consegue recuperar a informação do som que ela emite. Mesmo que essa falha possa ocorrer independentemente do tamanho de seu vocabulário, os pesquisadores descobriram que TOT ocorre mais para pessoas bilíngües (eles têm mais palavras para filtrar), pessoas mais velhas ou com danos no cérebro.
“Isso pode ser incrivelmente frustrante; você sabe qual é a palavra, mas simplesmente não pode falar”, disse a pesquisadora Karin Humphreys da Universidade McMaster em Ontário, Canadá. “E uma vez que você [pronunciá-la], sente um alívio tão grande que pensa que nunca irá esquecê-la novamente. Então você esquece.”
Nós sabemos que o cérebro trabalha assim; reforça tudo o que faz. Portanto [os resultados do estudo] fazem bastante sentido”, disse ela. “Mas ao mesmo tempo isso é tão contraditório a respeito de sentirmos que devemos aprender com os nossos erros.”

Está na ponta da língua

Karin com sua colega Amy Warrier testou o acesso mental às palavras em 30 estudantes de graduação.
Foi oferecida aos estudantes uma série de definições e eles tinham que indicar quando sabiam a palavra correspondente à definição, quando não sabiam ou se a resposta estava na ponta da língua. Se um estudante respondesse com a terceira opção, ele passaria 10 ou 30 segundos tentando lembrar-se da palavra antes de receber a resposta. Dois dias depois os estudantes completaram o mesmo teste com as mesmas definições.
Os estudantes tendiam a reportar TOT para as mesmas palavras que haviam torcido suas línguas no primeiro teste. Aqueles que receberam 30 segundos para lembrar-se da palavra no teste anterior tinham maior chance de ficarem travados novamente.

Erro causando erro

O período durante o qual as pessoas continuam a pesquisar seus cérebros pela resposta pode ser chamado de “aprendizado de erro”, disse Karin. “Você continua reforçando em si o caminho errado, ou você tem 10 segundos para este mau aprendizado, ou você tem 30 segundos para este mau aprendizado.”
Em um estudo posterior os pesquisadores descobriram que a melhor maneira de lidar com o aprendizado do erro é repetir a palavra (em voz alta ou dentro da mente) uma vez que você descobriu a resposta correta. E ao invés de tentar recuperar a palavra fujona, pare e peça para um colega olhar na internet.
As descobertas podem ser aplicadas a outras situações incluindo músicas e esportes. “A música ensina a conhecer este princípio; dizem para praticar lentamente”, disse Karin. “Se você pratica rápido, você simplesmente pratica os seus erros.”

É, isso contraria o "Errar é humano, persistir no erro é burrice".


(Fonte)

19 março 2009

Diversão na Televisão


Quer se divertir no finzinho da noite assistindo às pessoas em plena humilhação em rede nacional de comunicação visual e televisivo? Então você está no lugar certo! Programa Silvio Santos é uma atração para toda a família que celebra o capitalismo selvagem deste belo país de igualdade social, e curte ver homens e mulheres sendo alvo de automutilação de moralidade.
Pessoas se submetendo às cenas RIDICULAS por dinheiro. Míseros papeizinhos amarelos ou azuis. Ou quem sabe mais? Custa apenas a sua reputação. Quanto mais se humilha, quanto mais perde a sua moral frente a milhões de espectadores sem o que fazer durante a noite, mais você ganha! Não perca essa chance!
Todos os dias a partir das vinte horas em uma das melhores emissoras da TV aberta brasileira!
Não Perca!

(...)

São depressivamente assustadoras as poluições mentais que são PERMIDAS a serem exibidas na Televisão de hoje em dia. Telespectadores que se divertem assistindo às personagens engraçadas que mergulham suas morais em um poço de mediocridade e – se, você leitor, me permite o palavreado – numa FOÇA entupido de vermes de patamares à mesma profundidade, são realmente de deixar qualquer um, com uma mente menos débil, é claro, de boca aberta. Pensem bem, o que, pelo amor de Deus, leva o homem a fazer tanto por quase nada? O salário baixo? A falta de emprego e oportunidades de crescimento e integração social? Ou melhor, e bem antes de tudo isso: uma educação de nível ao menos relevante? Algo que sinceramente deveria ser primário em todas as decisões comunitárias.
Não seria muito espantoso se entrássemos, com a liderança de alguém preocupado com a educação e a sanidade dos brasileiros, numa nova época de censura, mas que desta vez, seria por um almejar menos estúpido, ou nem um pouco estúpido, como aquela primeira.

:)

30 janeiro 2009

Amor de verdade



Sei quando o amor é de verdade, pois não sei explicar e não conheço a sua definição. Sei apenas que ele acontece e prossegue crescendo, ou melhor, fortalecendo. Porque não existe amar de mais ou amar de menos, existe apenas a diferença no comportamento entre pessoas que sobrevivem à base desse tal: os que sabem e os que não sabem controlar a sua intensidade. Ninguém ama mais que um ama o outro, isso é ridículo (não se esqueça que o assunto em discussão é o Amor de Verdade).
Abrindo um breve parêntese...
Perdi um pouco da minha imaturidade levantando a consideração da relação entre o de hoje e o meu “Eu” do passado, mudei muito o meu conceito sobre algumas idéias, e muito da minha personalidade, sinto que hoje sou menos imaturo, sim, porque de fato nunca ninguém nessa vida foi maduro, apenas foi deixando de ser imatura com o tempo. No fundo todos têm uma “recaída” de comportamento infantil, mas enxergar infantilidade nos outros é fácil, então, os meus dedos não digitarão mais sobre.
Fechando o parêntese, pulando a linha e voltando ao assunto principal...
Quando se ama de verdade cultiva-se um algo dentro de si que não deixa morrer o amor, e é forte o suficiente que é capaz obstante de qualquer dor de destruir os sonhos. Por isso, para quem a sinceridade é a exclamação para o amor, não existe traição, mentira, decepção, mágoa e outras coisas mais, que acabe com um sentimento tão puro. Apesar de ter amado verdadeiramente uma vez na vida, vivendo isso, eu sei que não vou ter outra chance de amar, de sentir toda essa estranheza viciosa de bem-estar, em razão, não vou largar esta sorte. E eu amo com todas as minhas forças, amo intensamente, amo inconseqüentemente, amo antes de qualquer sentimento, amo apenas um homem. É realmente inexplicável o Fenômeno Amor, não existe definição, é um pecado definir o amor. Eu nem sei o que é amor de verdade, só sinto. Então desconsidere o meu audacioso “Sei quando o amor é de verdade” porque de fato, eu sei é nada. E repito, só sei que sinto.
Amor é tão forte quanto Nunca. Com experiência, sinto que não vou morrer sem abraçar uma verdadeira paixão, crua, nua, ardente, carente, cócega paixão. Só se vive uma vez, e enquanto sentir, eu não vou deixar de amar e abraçar o meu amor todos os dias.
Ponto!

25 janeiro 2009

Manhã de domingo

E finalmente depois de passar minhas deliciosas uma hora e alguns décimos de segundos, deitado sobre um balcão de mármore frio e aconchegante, na área de lazer do condomínio de uma recente boa amiga costa-larga, voltei para casa arrastado por um cansaço Daqueles, trilhando junto às rodas do ônibus por uma longa jornada para o conforto, não tão bom, da minha casa.

(...)

Recentemente fiz uma grande descoberta, eu sou atraente! Sim! Porque não é de menos que TANTOS homens me param na rua da madrugada perguntando quanto eu custo, se não sou atraente pelo menos pareço ter cara de um grande Putinho pelas ruas de Manaus a procura de sexo. Maravilha. (é ironia, note isto)

(...)

Matei uma aranha, e protegi o meu amor, ele é aracnofóbico. Me sinto potentemente realizado em saber que tenho capacidade de proteger o meu namorado de suas fobias, me faz bem. É como se eu fosse um Cristo para ele, e é assim que eu quero ser, proteger-lo de tudo e de todos, principalmente de todos, porque isso é o papel de um bom e exemplar Esposo. Além do que, eu preciso mostrar ser um bom marido para que no futuro ele venha aceitar o meu pedido de casamento. Ha ha ha, imagino que seria muito (muuuuito mesmo) engraçado se ele não aceitasse. Eu faria uma expressão que diria "hã!?" com os olhos e uma boca em formato de "O" amassado. Meu humor me deprime, o de hoje pelo menos. Minha nossa.

(...)

Tirei o dia para escrever, não sei bem o que tenho que fazer hoje, mentira, sei sim, tenho que terminar de estudar as apostilas da minha adorável Língua Portuguesa, e depois falar com a mãe que andaremos pelo centro a procura de livro de administração, na segunda.

(...)

E finalizando, para o meu amor:
A minha satisfação anda sendo o seu borrado rosto de prazer, tem sido os seus sussurros, e me encontrar contigo por mais que seja por curto prazo, mas, que já disse, estará para sempre em minhas recordações. Meus momentos mais felizes, se já os tive, foram por sua causa, sou apenas a conseqüência de tudo que você proporciona. Sou a reação de suas ações, então tome cuidado, se eu lhe surpreender, foi porque você catalisou.
Te amo da maneira mais simples, mas que mudará a sua vida inteira.

Até mais tarde, vou morrer na cama.

24 janeiro 2009

O que encontramos pela internet brasileira.

Eu francamente nunca me interessei pela Língua Estrangeira Inglesa, mas essa minha ignorância não está num patamar tão subterrâneo quanto ao do autor deste "tradutor" que mais parece ter sido feito por uma criança empolgada com uma novidade. Mas é claro, no Brasil (longe de mim ser apátrida), é de esperar um nível de educação tão baixo quanto.
Qualquer um aqui sabe que onde vivemos, apenas os concebidos pelo dinheiro tem uma formação acadêmica relevante, aplausível, digamos. É de se olhar na cara e dizer: "ha ha ha, você é brasileiro, logo, você burro". Isso de fato, quem costuma viajar e conhecer pessoas de outras nações sabe, acontece. É triste e às vezes revoltante, além do mais, não temos culpa do nosso Brasil estar em mãos de governadores e líderes tão despreocupados com a educação (há neste grupo suas exceções, pois num galinheiro nunca há somente galinhas, como também merda, vermes e pulgas). E também o triste incidente do nosso Capitalismo Selvagem, que se instalou na nossa república autoritária. Bando de cachorros, eu sinto em dizer, são esses que “trabalham pensando no povo”. Repare que, para eles “povo” é uma gíria que simboliza o dinheiro.
Levemos em consideração o Amazonas, por exemplo, com tanta riqueza natural e uma biodiversidade espantosa, poderíamos tirar proveito disto tudo que temos, sim eu sou amazonense, um baré, e investirmos numa sociedade menos pateta, menos lerda, menos idiota.
Acho que não gosto de ser brasileiro, amazonense, baré nesse quesito. Pena.
Viva à democracia! Oh! Que democracia?

Ha ha ha! Eu sou burro. :)

Doe Órgaos




Um dia meu corpo partirá, porém, a minh’alma permanecerá aqui, entre as pessoas, entre os ventos, entre os tumultos e os sons. Estarei em qualquer lugar, em qualquer sentir do sofrimento, dor, para transformar-los em alegria e paz. O choro em um sorriso maior que seu rosto, tão intenso que nem caberá. Um dia vou renascer em outro corpo, vou ressurgir de uma caixinha e ajudar você a viver. Aí parte de mim estará realizado em sua alma. E minha alma estará pronta para partir.
Já sou doador. Minha família sabe.