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02 julho 2010

Defesa:

Procuro por um amor que não envelheça.
Por um amor que não conte datas. Que não pereça.
- meu amor é sempre pequeno, sempre crescendo.
Quero um amor em chamas ardendo
Não quero um amor que me faça dormir calmo.
Quero um amor que me faça estar acordado.
Não quero um amor conto-de-fadas.
Quero um amor vivo, vivido, real e sem explicação
Um amor não adjetivado. Em incondição
Não quero amor, quero um amado.
Não ser amado, só ser lembrado.

PR Lima

06 maio 2010

O Naipe Desgraçado

Ao que o tempero de um corpo se mistura a lírica alma de um homem, nasce a paixão. Que morra caquética a tristeza que nunca desata da garganta, a febre que sufoca o coração de um amante não amado. A dor e o pesado vazio que manifestam no silêncio de um pesadelo careado com a mágoa e a raiva. Alimentado com o ódio e o sangue do fálico sexo.
Sangra, sangra sofredor, vítima do amor. Sofra, sofra e morra pelos prantos que não nasceram, das agulhas que não te curaram, pelo clamor que nunca foi respondido. Grite, rasgue a garganta com o nó, asfixie o coração com a febre, derreta teus olhos sobre o espírito maldito que atreveu criar o amor.
- amor, amor e ódio, trágico conto erótico.
Nesse teu coração há um Rei, desesperado e aflito, com sua plebe massacrada, com a sua coroa quebrada e sua Copa despedaçada. O amor destrói, o amor constrói. Ele erra, corrige, erra e aprende. Veja, o amor é o teu coração, não quem tu amas. Mergulhe, embebeda-se nesse sentimento que não explica o bem, mas concretiza o mal.
O amor é você mesmo.

PR Lima

11 dezembro 2009

Medo de Deus

Foram só alguns sonhos não realizados, na verdade, acovardados pelo despertador, aí eu acordei. Tal despertador não era de ferro, três ponteiros, alguns números grafados e não atirava sons pausados no ar, mas feito de imagens, várias delas, correndo uma sobre as outras num extenso senso memorial, e meus olhos quase vivos. Conversei com alguém pelo telefone sobre algumas coisas que quero fazer no ano novo. E pensei muito sobre tudo.

Ando temendo o mundo, evitando de uma forma inaceitável as pessoas que por perto querem estar de mim. Mas contraditoriamente me vem a pergunta: ‘quem está querendo ficar perto de mim?’. Resposta: ninguém. Dependendo da forma de interpretação, minha mãe e meu vizinho querem. Querem me levar à igreja, dizem que me faria bem se eu desabafasse com Cristo e com Ele, mas até mesmo de Deus tenho sentido medo, aí eu confesso, é Dele o maior medo que sinto. Não sei explicar a causa exata desse temor, se quer de uma forma concreta, mas um Homem que, teoricamente, pode definir quase tudo na minha vida e inclusive sobre o destino da minha partida, no mínimo merece tal respeito – existem duas espécies de respeito: o respeito por medo e o respeito por respeito, e está bem claro qual desses é o tipo de respeito que tenho por Deus. E essa oscilação entre tudo que falo me enjoa, numa hora digo com certeza, e enquanto me defendo me vêm tantas perguntas que paro e faço mais uma, ‘será que é isso mesmo que eu quero?’ e isso me deixa sem sentido algum, sem abrigo, só um grande e chato vazio. Queria gritar bem alto, mas também calado, só me bastava que alguém escutasse. É só mais um pedido de socorro não convencido que faço em mais uma noite que não durmo.

Preciso de algum lugar onde me seja possível o conforto, onde eu não precisasse sobreviver de mentiras ou amadores em atuação, mas isso é uma utopia. No momento, o único lugar onde parte desse meu desejo é possível é na minha cama, longe das pessoas, longe dos amigos, longe da minha família, é onde eu posso encenar o meu mundinho medíocre feito de cigarros, bebidas fortes e algumas tralhas de livros que nunca termino de ler. E, a minha mais recente companheira Árvore de Natal, as luzes nela me acalmam, consigo por poucas vezes, vezes bem animadoras, dormir quase tranqüilo. Não é bem uma tranqüilidade propriamente dita, mesmo assim, confortável e carinhosa o suficiente para me manter deitado. O presente foi dado a mim pela minha mãe, que no ato, disse que a minha casa precisava de mais alegria, e junto algumas notas como a necessidade de uma urgente limpeza sobre os móveis, de fazer a cama, comprar coisas saudáveis para pôr na geladeira e mais. O que ando comendo, isso é outra coisa que me intriga. Quando volto do trabalho a primeira coisa que faço é pegar uma cerveja na geladeira e preparar uma omelete e comer com arroz. Trabalho numa cozinha; faço vários pratos com receitas lindas; entro em casa e como omelete com arroz e cerveja. Ontem estudei esse caso e cheguei à conclusão de que só não faço um jantar decente porque é meio depreciativo. E evitar essas situações é muito importante pra mim.

Eu mesmo sou a minha própria maior ameaça. O que eu posso fazer contra mim é bem pior que qualquer outro estranho pode fazer. E esse meu medo anormal de Deus, talvez seja por eu saber que ele mora em mim, que é Ele quem me controla e me faz sentir e pensar tudo isso, por saber que eu sou Deus de mim mesmo. Em fim, não sei o que digo, só queria ser escutado, vez ou outra é até bom falar sozinho, mas precisa ser em voz alta, assim Deus escuta melhor.

Que tudo em mim sobreviva, caso não, que pelo menos renasça.

PR Lima

09 dezembro 2009

Sobre ser o Paulinho.

Eu sempre me afasto das pessoas e dos amigos com o intuito de querer ficar só, e também sempre repito pra mim mesmo que me sinto melhor estando longe de todos, que isso me manteria vivo e firme, sem fraquezas no amor ou afinidade por alguém em que apostaria a decepção ou o fracasso, porque não sei manter a minha alma estável, menos ainda as minhas escolhas. Em fim, nunca fiquei. A verdade é que tenho um grande medo da solidão por não a conhecer crua e viva, ou talvez seja uma simples expectativa, a verdade, outra vez, é que não sei bem nada sobre mim. O que explica essas minhas atitudes, superficialmente e principalmente de forma sucinta, é o meu senso masoquista de querer testar meus limites, medir a minha capacidade e força. Se for simplificar, eu mesmo diria que só faço isso com a vontade de querer evitar a decepção das pessoas, e por isso preciso manter a distancia entre mim e elas. Nunca me decepcionei até hoje, mas sei que deve doer e que ensina muita coisa.
Por trás de um menino que diz não se importar com ninguém e até mesmo rir na cara da tristeza, existe um homem que controla a capacidade dele ainda ser um pouco de carne. Espero não deixar escapar nem um dos dois de dentro de mim por muito tempo.
Essas auto-análises de experiências emocionais me esgotam, mas é divertido se descobrir de outra forma que não se masturbando. E lá se vai o meu último cigarro.

PR Lima

14 setembro 2009

Sentido Um

Submisso na embriaguez, perdido entre o trago e a boemia da imensidão dos meus temores, carrego a tensão, o peso e as agulhadas do cansaço em minhas costas.
Coroado com espinhos, algemado com estacas: sangro a lua intangível aos olhares de quem me consola o esplendor pela palha do meu incenso.
Tracei a graça da minha paixão em um papiro rude, solando a pluma de um sonho que esvaiu dos meus sonhos, de pesadelos e mais suores criei uma fortaleza; das palavras que ruí da minha lembrança criei rezas e orações, com o infinito pregado em cada uma delas. Concordei com absurdos, blasfemei meus princípios, criei uma armadura fraca sobre o meu corpo. Meus frutos, então, acabaram por apodrecer, extorquindo da minha aura a incandescência da minha paz.
Já não creio em milagres, e meus vazios já me preenchem, hoje o que me basta é sossegar pela dormência de sete apertos de mãos.
Agora e hoje, algumas coisas já me fazem sentido.

PR

29 junho 2009

querido blog,

não aguento mais, parece que tudo dentro de mim dói, ou não presta. ao mesmo tempo que quero alguém perto de mim, também quero ficar só.
tudo bagunçado demais. tudo muito sem sentido, muito sem importancia.

querido blog,

ando sentindo uma vontade incontrolável de deixar de existir.
ando nada bem. nem ando, acho que me rastejo. as vezes consigo sentir meus ossos tocando o chão, sensação estranha de já ter morrido.

14 maio 2009

Carência e Sabedoria

Loucura me liberta, me isenta de dor, amor e rancor. A dor me desperta, dos sonhos, dos desejos e daquele amor. O amor me tranqüiliza, faz-me ignorante e pétalas. O rancor me leva a loucura.
São circuncisões paralelas, são tudo que não existe, são tronos que me engrandece, objetivos e castelinhos, de mormaços aos trópicos de cânceres que em mim só consiste em leite franzino.
Eu me mutilo, física e psiquicamente, dando às minhas quimeras o sangue que escorre pelos meus segredos, lento, manto dos meus prantos. É êxtase para os meus fantasmas, aqueles que insistem em me lembrar de olhar para o penhasco. E desabo, caio, afundo, morro e inexisto.
Loucura me liberta, a dor me desperta, o rancor me alucina e o amor me resguarda de ser pior a cada dia.
Os dias são, pessoalmente, insuportáveis. Calo mas não saro, sopro e não vazo. Ponteiro parado, o suor dançando, reluz incidente clarão que se quer percebi despertar.
Ando, levado por um vicio: a loucura me fascina.


PR

27 abril 2009

DIREITOS AUTORAIS →

"Sem querer ser chato, mas já sendo..."

Eu nunca me importei tanto em ver meus textos daqui do blog e de outros sites circulando por aí, mesmo, até eu descobrir por coincidência que um "FDP" andou copiando alguns dos meus textos e modificando o título E O NOME DO AUTOR! Aí ultrapassou os limites. Coisas assim me deixam louco – falar num português bem claro: eu fiquei PUTO demais com isso, no mínimo merecia meus créditos. Não é?
Então, ess
a 'postagem' é pra você Senhor Plagiador:
O termo de leitura ao lado indicado com a graça de "Direitos Autorais", dita a lei sobre a autoria e a posse em virtude às obras tangíveis e/ou intangíveis PRODUZIDAS, editadas e publicadas POR MIM neste blog. A violação desta resultará no encerramento da sua conta onde o material foi plagiado, e se eu estiver de bom humor, convenientemente sugiro que reze para que não, eu mesmo me darei o trabalho de lhe causar uma grande dor de cabeça. Pronto! Ameaça dada. E se quiser copiar, copie, mas evite a modificação do título, corpo e principalmente o nome do autor, caso não saiba é PR Lima, e só.

Grato.

Usei essa fonte só pra parecer mesmo uma carta, faz um charme tão legal.

24 abril 2009

Uma breve autobiografia

A Vida Amorosa

Recentemente terminei um relacionamento que quase, por outro caso que não este, acabaria em casamento. Lamento muito por não ter dado certo, lamento mais ainda por eu ter sido tão defeituoso e tão, sobre tudo, humano.
Temo muito antes de conhecer alguém que eu não satisfaça os requisitos básicos para o cargo de um Bom Namorado, mas eu tento ser absurdamente eu mesmo, porém, pelo contrário, ao meu último companheiro fui tudo que não sou, tudo que eu não queria. Eu gastei tempo demais tentando me moldar para agradar (com medo de perdê-lo) as perspectivas esperadas por ele: alguém que não fuma, que tenha uma estrutura rígida e postura madura, alguém que não beba muito nos finais de semana, que não ande com ‘supostos’ amigos que me ofertam diversão além do permitido segundo a escritura sagrada. Por ventura dele, o então em questão Ex, eu intolerantemente fui fiel, incompreensivamente dedicado, romântico à La século XIX, e mais, fui carinhoso e digamos que criativo nas horas de laser a dois. Mas acabou. Pena.
Segundo a astrologia chinesa, sou do signo de dragão do elemento terra, onde diz que meu temperamento é excessivo, ou seja, que em tudo que se pode sentir, em mim a potência desse sentimento é elevada. Sou um tipo, modéstia, de amante extremamente escroto, paparico, dedico poemas e MPB, faço cafuné até dormir, acordo na madrugada pra abraçar enquanto dorme e lá se vão as “melequeiras”. Em fim, sou uma boa pessoa, apesar dos meus inúmeros defeitos, e pergunto: o que seria de nós, humanos, sem os nossos defeitos? Querubins? Não, seriamos insuportáveis. Por tanto, quando eu disse no início deste texto que “lamento mais ainda por eu ter sido tão defeituoso e tão, sobre tudo, humano.” causei pleonasmo, quando “ser humano” e “ser defeituoso” são a mesma coisa.
Tento me relacionar com pessoas novas, mas não consigo, bem que tento. Hoje vi uma formiga agonizando numa teia de aranha, fiquei indagando se ela realmente quisesse sair de lá, porque eu imagino que ela ainda seria capaz de distinguir duas coisas: permanecer na teia e servir-se à aranha por saber que não teria mais jeito; continuar alimentando sua incansável esperança de escapar do casebre da predadora. Por dois ou três instantes, vi a formiga imóvel, ou pelo cansaço ou pela desistência ou mais ainda por um fingimento fútil de taquicardia, a aranha se aproximou e, acho que ela analisou, e também parou. O fim da formiguinha você já deve fazer idéia. Tento todos os dias me livrar de uma teia que o meu ex içou ao meu redor, onde quer que eu vá, eu me lembro do cheirinho do suor dele, onde quer que eu pare, tem alguma marca que deixei – uma vez disse que iríamos encher o mundo com as nossas iniciais, quase consegui, marquei “P & G” no banco do ponto do ônibus, na árvore onde ele me beijou pela primeira vez, no concreto fresco frente a pizzaria onde comemoramos o nosso aniversário de alguns meses, e também na qual onde vandalizei “P & G ∞(infinito)” com um rabisco numa parte da parede da pizzaria onde não podia rabiscar, e outros lugares mais. Mas não dá, ele continua me conquistando sempre que vejo uma fotografia com um sorrisão dele, ele continua me intimidando com a sua voz forte quanto trovão, continua me causando febre quando me toca. Continuo na teia dele.
Por fim, eu ainda amo, por mais que não queira, porque amar é sinônimo de dor e sofrimento tardio, e eu tenho uma estranha filia por sofrimento amoroso, amar é como andar em uma corda banda: você sabe que ou chegará ao outro lado a salvo, ou cairá num fundo de um prolongado frio-de-barriga.
Amar, lindo e tosto.

PR


Visitem o meu Recanto: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/prlima o/

19 abril 2009

Dois em um

resolvi publicar duas postagens de uma só vez. :) já que eu sei que ninguém vai fazer questão de ler tanto. resolvi postar duas em uma, para facilitar a leitura de quem lê e se dá o trabalho de comentar, e para estes, obrigado pela paciência e pela fidelidade. :*
Em Paralelo

Como se diz na matemática, dois segmentos em paralelo jamais se encontram. As mentes humanas são vários segmentos em paralelo.

[argumento um] – às 00h12min AM (quinta-feira, 16 de abril)
Eu acredito numa vida corroída, onde planos são apenas cartas Tarot viradas sobre uma mesa: podem ou não vir a tona. Onde seguir sempre seus próprios princípios, somente, é acreditar que a terra ainda é plana: sem ter uma mente aberta, você acaba pensando que caiu num abismo ao desrespeitar-los. A vida não é só uma, são várias, logo, também, são várias doutrinas e várias regras, acreditar que elas sempre vão reagir de acordo com as suas lógicas e girar sempre em torno de uma única crença é ignorância, é querer ser só – sempre uma regra vai contrariar a outra, sempre um princípio vai anular uma ordem, porque não aceitar várias idéias e deixar por vezes a própria para entender outro preceito? É preciso sempre algo Novo para girar.

[argumento dois] – às 04h54min AM
Em algumas espécies que ocorre entre os anfíbios, existem os machos que podem mudar de sexo durante todo o seu ciclo vital para manter a geração de sua espécie.
Antes de receber quaisquer classificações, todo corpo constituído de cromossomos, células e outras coisas mais, é descendente de uma só origem. Então o que pode garantir que tudo que vemos sobre a terra e precocemente determinamos como normais ou anormais, de fato é o que julgamos? Não existem características fixas para algo ser classificado como anormal ou normal. Normal é contrariar, sobre tudo, normal é ser anormal. Quem vive de acordo com a sua anormalidade, loucura pode-se dizer, e usufrui do respeito pela loucura dos outros é quem é vivo de verdade. Loucura é um dom que para poucos nessa vida foi concebido. São coisas que devem ser priorizadas na vida. Além do mais, o que importa na vida mesmo é a procriação, pois o que difere uma espécie de outra, é o que ela gera: alegria, amor, rancor, etc. É só o que vai importar no final.

[argumento três] – às 13h27min PM
Em relação ao amor, do qual não me canso em discursar, tomei em conta de que acredito nas formas em que ele pode se manifestar, tais como no ardor do ódio, no doce enjoativo do rancor, na clareira decepção e nos sons da solidão. Ao longo de alguns meses que se resumem em alguns instantes, aprendi que o amor verdadeiro nunca se esgota, apenas insensibiliza. Pode ser despertado com o murmuro de um grilo.

[argumento quatro] – às 3h19min PM (sexta-feira, 18 de abril)
Sobre uma pequena felicidade que inchou nos meus lábios.
Porque sempre esta ‘felicidade’ resolve despertar em mim logo quando estou à beira de me adaptar com um estado insuficiente?
É ridículo, mas sou como uma mulher gorda: come tudo que vê pela frente apenas com o impulso de satisfazer a falta de algo que ela desconhece, ou se é apenas uma compulsão, já eu, inconscientemente procuro algo que satisfaça a minha necessidade de felicidade diária. A mulher gorda só vai emagrecer quando descobrir o que pode dar tanto prazer em si quanto comer, e se caso exista a falta de algo, o que poderia recompensar essa carência. Quanto a mim, acho que só vou aprender a ter controle quando, assim como a gorda, ter consciência do quanto o excesso de felicidade na minha vida causa conflitos emocionais. Eu já sou feliz, não preciso de mais felicidade na minha vida. Assim como tanta coisa na vida a felicidade em excesso também pode ser nociva, ela pode anestesiar outros sentidos que nos são de extrema importância.
Felicidade e tristeza, ambas são essenciais para a vida: uma te dar prazer e conforto, a outra, te desperta e te trás de volta ao chão.

PR Lima


Saudades

Ah que saudades. Que saudades eu sinto de amar, que saudade sinto de me comportar feito criança numa cama, e como sinto falta de ser de alguém, saudade de sentir saudades. Como queria ser paquerado e como queria te encantar outra vez, meu Deus, como tudo aquilo era tão lindo.
E os intensos suspiros no dia dos namorados, aquilo tudo era muito puro e saudável, como era lindo te ver sorrindo e acompanhar a tua felicidade. Como era maravilhoso te fazer apaixonado e eu ser a causa dessa paixão, como era gostoso aquele cheirinho do teu cabelo, a maciez da tua pele quando tu deitavas em mim. São tantas coisas que juntos realizamos. São tantas recordações que de nossos sentimentos foram gerados.
Quando me apaixonei pela primeira vez por ti, foi quando senti uma explosão de bilhares lírios, jasmins, lavandas e margaridas florescendo dentro de mim tudo ao mesmo tempo, quando escutei o bater de asas de um beija-flor, bem lento, bem calmo e um som mudo que só os olhos podiam escutar. Como era incrível te desejar, como era uma conquista da paz te amar, contigo eu era feliz, eu era radiante, eu era bonito e inteligente, eu era grande.
Como era bom ser inocente, porque sim, somos inocentes indagações quando estamos apaixonados. Tua respiração ainda corre dentro de mim, meu amor ainda desperta quando te encontro. Ainda me torno um bobo quando escuto a tua voz. Tu ainda és o meu maior amor do mundo.
Te amo como se nunca tivesse amado antes e tivesse sede disso, sou viciado e louco por ti.

PR Lima

02 abril 2009

Desabafo

JustificarVou fazer uma coisa que eu acho que NUNCA fiz nesse blog, DESABAFAR!!
Um dia desses, eu mandei esse recado (abaixo) pra uma menina que me tirou MUITO do sério num site de relacionamentos:
"Querida Jéssicka, tentarei baixar o meu nível para igualar ao seu e tentar ser bem claro e principalmente direto possível.
Primeiro, você não é elegante tanto quanto diz ser, isso que você tem e teima em afirmar ser 'elegância' tem outro nome no mundo onde vivemos: ridicularidade. Sim! Você é ridícula parece mais uma jacaré-açu fêmea de batom vermelho-puta quando ainda tenta combinar um tomara-que-caia preto-borro (de tanto lavar à mão) com jeans xadrez cor-de-fezes. Sinto muito, mas vem o segundo tópico e digo, você não é linda, chega a ser bonitinha, aquela que é uma feia arrumadinha, mas no seu caso, penso bem e digo que é você feia mesmo (rs). Terceiro, você diz ser inteligente, então me diga, sabe quem é Aurélio Ferreira? Não? Pensei que soubesse, porque você o esfaqueou várias vezes só na auto-descrição no seu perfil do Orkut. Meus pêsames a ele (e puta que pariu, à sua professora de língua portuguesa também não é? rsrsrsrsrs). Quarto, é mais um pós escrito, quando for ao banheiro derrubar um barro, leve junto a você um livro chamado Mini Aurélio, mas não é para usar para limpar o seu magno abismo, é para ler.

Beijos. Não, deve ser horrível lhe beijar, um tchau de longe e até nunca mais. "

(JOGA O MILHO!!!)

Sabe o que a doida respondeu depois?
Obs: usei Ctrl+C e Ctrl+V
"olha meu amo eu naum sei pq voce vem mim fala essas coisas, mais eu naum vo prede meu tempo respondedo esse seu escrepe tah bom? e eu sou linda sim voce eh q tar com invegia pq ninguem te ama, voce vai morre assim do geito q voce tar SOSINHO!!!! pensa q eu naum sei me vistir eh? vai lah ve as minhas foto no aubúm do meu orkut, eu sou maravilhosaa ok nem? eu erro muito pq eu naum ligo pra essas coisas, o emportante eh voce entender o recado, e ele estar dado."

OOOOOK!!!!! Eu levei muito em consideração a parte em que ela disse "o emportante eh voce entender o recado" porque realmente se deve levar em consideração a idéia que um texto passa, mas pelo amor de Deus, será que a prova de redação que essa garota vai fazer daqui a alguns anos vai ser ao menos entendido se ela continuar escrevendo desse jeito?
O tal do desabafo: olha, ultimamente ando escutando e lendo muito sobre alunos que espancam professores e também que o nível da educação brasileira está subindo. Mas bem, que importância teria se o nível da educação brasileira subisse se ainda vão existir os estudantes que não exercem um mínimo de esforço para estudar, os tais que espancam os seus professores? Educação brasileira deveria ser de alto nível E bastante rígida, porque se não o governo federal vai continuar gastando verba em algo sem futuro, isso quando gasta em algo bom não é? Deveriam dar mais credibilidade aos alunos que demonstram dedicação nos estudos, e achar alguma ocupação ou uma forma de fazer os ‘despreocupados’ a ter mais interesse pelos estudos. A educação é uma coisa tão divina. É de se lamentar ver o Brasil num estado assim. =/
Eu tenho nada contra esses ‘despreocupados’, porque eu acredito que daqui a algumas décadas, os alunos que dedicam horas para os seus livros de matemática, português e outros mais, vão precisar de faxineiros na sua futura empresa.

Pronto, falei, odeio ficar irritado assim. Vou tentar voltar ao meu patamar terminando de assistir aos Simpsons.

escrepes, SOSINHO!!! e o Emportante foram os melhores, nem acredito que eu li isso, sério. :s

31 março 2009

Preâmbulo de um Suicídio


Capítulo UmO Prefácio do Preâmbulo

Em uma cadeira de ferro de aparente ferrugem que dava sede, Paulo ressoou algumas lágrimas, lágrimas que ousou pensar no passado que jamais tornaria a plantar em seu rosto, aquela mesma contração nos lábios, o mesmo tremer das bochechas e as mesmas dores no queixo do antes-de-chorar. Clamou várias vezes por ajuda, mas bem mais parecia gritar em um sonho onde ninguém entendia a sua língua e nem menos tinha voz. Gritava dentro de si de uma forma a sufocar o seu pulmão, como quando se tenta pronunciar alguma palavra e a ronquidão impede a vibração das cordas vocais e a passagem de ar. O que estava prestes a ocorrer era magnífico. Paulo recordava da experiência nas fracassadas tentativas de suicídio no passado, GN havia concebido o valor que ele necessitava tanto em sentir, havia lhe dado a clemência do bem estar em viver, mas nos últimos trinta e alguns dias, o mesmo que lhe ofertou o sabor pela vida, tomou de suas mãos o que tanto valorizava e acredita ser pela eternidade. Freqüentemente Paulo meditava sem intenção sobre os planos que construiu nos berços de GN, sobre o castelo que com cuidado arquitetou nas mãos dele, almejos que no decorrer da sua relação com o mesmo tornavam-se maiores e engordavam alimentados com as felicitações que GN lhe causava. E quando pensou estar correndo na direção certa, perdeu o equilíbrio tropeçando num galho de fissura esplendida chamada Decepção. Tudo havia desmoronado em sua frente, e um pouco mais para baixo, todo seu chão tornou-se sal e despertou a dor das incisões nos pés que, de tanto andar em nuvens, havia esquecido que ainda estavam ali. Toda aquela tristeza, mágoa e ódio que agora era a prova crua de um temor que o assombrava há algumas temporadas, aquele passado de boemias e cigarros, apenas havia adormecido. E agora, estava de volta, presente nos seus pequenos olhinhos tristes e avermelhados para torná-lo outra vez aquele garoto que fechou as janelas, trancou as portas e partiu seus pulsos em dois. Paulo dali a pouco, estaria se lançando em um “O” de um fio de mouse velho amarrado num pedaço de madeira que sustentava o telhado de sua casa. Paulo, dali a pouco, estria frio e finalmente pararia de chorar – o que ele odiava por sempre logo após causar dor de cabeça insuportável.

28 março 2009

Preâmbulo de um Suicídio

Prefácio

Houve três ligações que Paulo não quis atender. Houve restos de biscoitos e meio copo de leite que deixou sobre a mesa do computador, num quarto empoeirado. Respondeu seus recados num site de relacionamentos, atualizou sua página na internet. Quietou por alguns instantes.
Houve duas ligações seguintes que Paulo não pôde atender. Restou ainda o leite e o biscoito sobre a mesa. Paulo não responderia mais seus recados, nunca mais atualizaria a sua página na internet. Restou também o seu corpo frio e os últimos suspiros que ainda dançavam pelo ar do seu quarto. O cigarro morreu quando saltou das mãos de Paulo e mergulhou em seu sangue, que rastejava decorando o piso, deixando um lindo efeito que espelhava o teto.
Houve um amor que Paulo não quis perder. Antes de toda aquela febre, desligou uma ligação com GN, não houve carta de despedida, não houve ameaças e muito menos força, que tanto tinha quando junto a ele. Paulo tremia a sua voz ao telefone, falava absurdos, barbaridades em tons de desespero e sarcasticamente ria de suas mágoas causadas. Suas tristezas disseminavam pelo seu corpo, deixando-o fraco, sem força até mesmo para se manter em pé ao lado do gancho do telefone. Mais tarde, a prática do pecado. Bastou uma faca de cozinha e uma garganta.

Capítulo Um

Algum dia continua, se o autor sobreviver.


Que minhas palavras diluam nos teus olhos lentamente. Meças o meu tamanho quando eu estiver ao teu lado, se assustarás com a minha grandeza.

19 março 2009

Curtos

Eu respondi uma vez para uma conhecida: "Com a curta idade que tenho, posso afirmar que quem por mais vezes você vai odiar na vida, é também a pessoa quem mais vai amar na vida. A dor desperta a alma, e no fundo, sofrimento é bom de sentir. Sofrimento, dor, sentimento de injustiça, de incompreensão, tudo isso pesa de uma forma que voltamos a pisar no chão, então, concluo que sofrer é bom pra vida, mais que isso, é bom pra viver.”

Sei que ninguém sabe o quanto eu, você, sofre por alguém, sofrimento por amor deve ser mantido em segredo. Porque quando deixar de ser segredo, vai quebrar o maravilhoso encanto da dor que o amor causa, e por fim, tornar-se-á birra.
Sofra, ame o quanto pode, ame bastante. Qualquer dia desses, você vai deixar de confiar no amor. Você pode até continuar a acreditar na sua existência, mas se arriscar pôr mais uma vez seu coração numa fornalha, vai ser difícil.

28 janeiro 2009

"inhos"

Nessas pequenas surpresinhas de namorados apaixonados, descubro sempre que mesmo sendo totalmente o oposto de ti, eu viro meus pés e acabo te seguindo escondidinho, só pra ter o gosto de olhar pra ti mais lá na frente e dizer “olha eu aqui!!” e ver o teu rosto de contente. Sorrisinho tímido melhor que gargalho. Ou daqueles que só eu vejo, enquanto tu acordas do meu lado, deitado no meu braço ou enquanto eu coço o meu rosto nos pelinhos do teu peito. É gostoso demais sentir isso que sinto agora, de ficar alegre ou serelepe e todo lesinho por estar perdidamente apaixonado por ti.
Mesmo brigando muito, como tem sido ultimamente, nunca consigo ficar com raiva por mais que alguns segundos, porque no fim de tudo isso, me apaixono de novo por ti. E sempre vai ser assim, porque o que eu sinto por ti é sincero, é dos vera sabe? Tenho vontade de ficar a noite toda olhando pra ti pra memorizar o teu rosto para quando sentir tua falta, fechar os olhos e te imaginar bem forte do meu lado, e pra ajudar, espirrar um tiquinho do teu perfume no meu travesseiro pra fazer de conta que estou dormindo contigo do meu lado. Todo esse conforto que mesmo de longe tu consegues fazer com que eu sinta, é amor de verdade e não querer me largar de ti. Quero pular nas tuas costas e deixar que tu me leves a todos os lugares, quero minha vida inteira contigo. Será que posso pedir isso?
Te amo demais da conta cara. ;*

Coisa

Perdi a força que tinha em escrever, apesar de que para isto necessite apenas de uma pequena vontade e o controle do estresse em movimentar a ponta dos meus dedos sobre o teclado. Andei pensando se não seria melhor e mais emocionante escrever em lápis e papel, daria mais gosto. Não sei, andei me cansando demais dos objetos, andei me enjoando rápido das pessoas. Coisas que ainda estão para acontecer me preocupam em pensar se vão ou não me doer. Como se segurasse uma navalha prestes a cortar os seus pulsos e pensar “será que vai doer?” e mesmo assim dividir-lo em dois. Convenha que no entender da situação, prosseguir seria o melhor que a pessoa tinha em si. É assim que teimo em me preocupar. A falta que uma pessoa me fará, a incerteza de certos frutos que irei de colher, vem me causando uma coisinha que não sei explicar, pra falar a verdade, sei explicar nada que acontece em mim. Só um bagunçado de várias coisas, eu vejo, mas não sei descrever.
Prometo pra mim mesmo que amanhã eu escrevo tudo que estou sentindo. Força Paulo, força!

24 janeiro 2009

Querer é não ter.

Eu odeio ter que dividir o teu perfume com qualquer um. Odeio quando alguém senta do teu lado, odeio que alguém goste de ti. Odeio quando alguém tira fotografias contigo e te abraça bem forte.
Queria que o mundo inteiro perdesse o olfato, o tato, os sentimentos, e só nós dois, eu e tu, tivéssemos todos os sentidos suportados pelo corpo humano. Ter-te-ia só pra mim, só pra mim o teu cheirinho, só pra mim o teu olhar, só pra mim os teus abraços e só pra mim tudo em ti. Só pra mim tu. Queria pra mim o mundo inteiro parado, só as árvores sussurram, só as nuvens balançam. Só o nosso céu é azul, e só o nosso mar é tão grande. Só pra mim você é belo, só pra mim tu és amante, só nós, no mundo inteiro.
Ei, eu te amo mais que tudo que se movimenta nessa vida, mais que qualquer algo que pode ser amado, mais que qualquer conforto, mais que qualquer amigo. Quero só eu e tu, quero só os teus lábios nos meus, quero só o teu corpo no meu, quero só tu em mim. Quero teus braços e teu peito, e eu deitado neles. Quero tudo que você tem pra mim. Só amor, amar, amará e amei. Não quero amaria, quero mesmo é estar na tua vida inteira. Quero teus sofrimentos e tuas tristezas, quero só te livrar das maldades.
Só quero viver contigo.

Moleque Inconsequente

Quem pode chamar alguém de imaturo?
Tem um amontoado de coisas pesadas rolando em mim, não sei ao certo o que devo ou não fazer e como agir com situações que cada vez mais estão fugindo, só fugindo – nunca nada se resolve e tudo sempre piora. Só essa vontade, de largar o mundo e cair de braços abertos no fundo de uma piscina, batendo o peito bem forte com a água e sentir aquele formigar da pele, me daria prazer.
Ando agüentando coisas demais, e essa sobrecarga vai acabar me matando qualquer dia. Sinceramente eu não vejo onde e como estou sendo criança, esse moleque inconseqüente terrível que nada entende e compreende da situação corrente. Talvez eu realmente seja imaturo em algumas situações, mas será mesmo que só eu erro em tudo isso? Mesmo que sim, eu não teria, como humano, o direito de errar? Acho que o fato de reconhecer os meus erros, já me torna uma pessoa bem menos imatura.
Quem pode me dá o carinho que estou precisando, sim, porque eu também preciso.